Viver

2014 - O ANO DA AUTOCONFIANÇA: REPROGRAME-SE E SEJA!

sábado, 28 de dezembro de 2013, às 01h 35min
Silvia Malamud 

Leis de sucesso:

- Lembre-se de quem você é.
- Saia da sua zona de conforto. Confie na seqüência dos fatos.
- Seus medos são os únicos impedidores que de verdade o desviam do seu sagrado caminho.
- Sua vida é única. Você é único.
- Retorne para si mesmo. Este é o chamado de 2014.
- Leia e leve a sério as suas sensações. São elas que sempre lhe darão o caminho correto a seguir.
- Se sentir que algo não é bom não faça, não vá. Se sentir que é bom, confie, flua.
- Pensamentos posteriores, quando desviantes, sempre vêm impregnados de crenças disfuncionais. São baseados no medo da não sobrevivência.
- A sua intuição é o seu anjo da guarda. Sempre.

Nossa máquina humana aprende por acerto e por erro, como deve ser e agir para sobreviver. Desde muito cedo, desenvolveu este hardware de funcionamento. Nele, associam-se ideias, pensamentos e atitudes referentes ao entendimento que este sistema absorve em determinadas situações que representam algum tipo de perigo.

Se não dermos ouvidos à nossa intuição, apenas o nosso robô, ou seja, este hardware é o que funcionará. E o seu Eu maior estará constantemente excluído de representar a si mesmo e sem a menor possibilidade de criar novos e inusitados momentos de vida.

Seja Observador e revele-se para si mesmo.
Se necessário for, vá a um "mecânico" especialista destes assuntos. Busque alguém que lhe ajude a dinamizar a sua maestria em associar o seu Eu maior, a sua alma sensível, à sua máquina humana.
Busque por alguém conhecedor desta profunda complexidade e peça ajuda para reorganizar e reprogramar este hardware de respostas automáticas.

Lembre-se: você é quem comanda a sua vida, sempre.
Que 2014 seja o seu ano! O ano em que você tomará posse de si mesmo e que criará os seus próprios destinos.

SITE: SOMOSTODOSUM

A CIÊNCIA E O VAZIO ESPIRITUAL - MARCELO GLEISER professor de física e astronomia

domingo, 17 de novembro de 2013, às 17h 46min
Alguns anos atrás, fui convidado para dar uma entrevista ao vivo para uma rádio AM de Brasília. A entrevista foi marcada na estação rodoviária, bem na hora do rush, quando trabalhadores mais humildes estão voltando para suas casas na periferia. A ideia era que as pessoas dessem uma parada e ouvissem o que eu dizia, possivelmente fazendo perguntas.

O entrevistador queria que falasse sobre a ciência do fim do mundo, dado que havia apenas publicado meu livro "O Fim da Terra e do Céu". O fim do mundo visto pela ciência pode ser abordado de várias formas, desde as mais locais, como no furacão que causou verdadeira devastação nas Filipinas, até as mais abstratas, como na especulação do futuro do universo como um todo.

O foco da entrevista eram cataclismos celestes e como inspiraram (e inspiram) tanto narrativas religiosas quanto científicas. Por exemplo, no antigo testamento, no Livro de Daniel ou na história de Sodoma e Gomorra, e no novo, no Apocalipse de João, em que estrelas caem dos céus (chuva de meteoros), o Sol fica preto (eclipse total), rochas incandescentes caem sobre o solo (explosão de meteoro ou de cometa na atmosfera) etc.

Mencionei como a queda de um asteroide de 10 quilômetros de diâmetro na península de Yucatan, no México, iniciou o processo que culminou na extinção dos dinossauros 65 milhões de anos atrás. Enfatizei que o evento mudou a história da vida na Terra, liberando os mamíferos que então existiam --de porte bem pequeno-- da pressão de seus predadores reptilianos, e que estamos aqui por isso. O ponto é que a ciência moderna explica essas transformações na Terra e na história da vida sem qualquer necessidade de intervenção divina. Os cataclismos que definiram nossa história são, simplesmente, fenômenos naturais.

Foi então que um homem, ainda cheio de graxa no rosto, de uniforme rasgado, levantou a mão e disse: "Então o doutor quer tirar até Deus da gente?"

Congelei. O desespero na voz do homem era óbvio. Sentiu-se traído pelo conhecimento. Sua fé era a única coisa a que se apegava, que o levava a retornar todos os dias àquela estação e trabalhar por um mísero salário mínimo. Como que a ciência poderia ajudá-lo a lidar com uma vida desprovida da mágica que fé no sobrenatural inspira?

Percebi a enorme distância entre o discurso da ciência e as necessidades da maioria das pessoas; percebi que para tratar desse vão espiritual, temos que começar bem cedo, trazendo o encantamento das descobertas científicas para as crianças, transferindo a paixão que as pessoas devotam à sua fé para um encantamento com o mundo natural. Temos que ensinar a dimensão espiritual da ciência --não como algo sobrenatural-- mas como uma conexão com algo maior do que somos. Temos que fazer da educação científica um processo de transformação, e não meramente informativo.

Respondi ao homem, explicando que a ciência não quer tirar Deus das pessoas, mesmo que alguns cientistas queiram. Falei da paixão dos cientistas ao devotarem suas vidas a explorar os mistérios do desconhecido. O homem sorriu; acho que entendeu que existe algo em comum entre sua fé e a paixão dos cientistas pelo mundo natural.

Após a entrevista, dei uma volta no lago Sul pensando em Einstein, que dizia que a ciência era a verdadeira religião, uma devoção à natureza alimentada pelo encantamento com o mundo, que nos ensina uma profunda humildade perante sua grandeza.
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