Viver

A NECESSIDADE DO SAGRADO

terça, 07 de agosto de 2012, às 09h 37min

Racionais e, portanto, indagadores, os seres humanos são dotados de uma profunda necessidade, singular em toda a natureza conhecida, de acreditar em algo ou em alguma coisa que dê sentido à vida. Desde os tempos mais remotos, nossa espécie tem se mostrado ávida por conhecer a origem do universo e o sentido da própria existência. E se, por um lado, a ignorância de respostas para tais problemas é capaz de gerar angústias terríveis, por outro, o domínio do sagrado tem se mostrado eficaz na cura de tal sofrimento há milhares de anos.

É claro que, como se sabe, o termo “sagrado” não é absoluto. Ao contrário, a dimensão da sacralidade não se apresenta na mesma forma sob todos os olhares, em todas as épocas e lugares. Aquilo que é considerado sagrado por um cristão pode muito bem não o ser para um hinduísta. Por sua vez, o que este considera sagrado também pode não o ser para um umbandista. E assim por diante. O domínio do sagrado depende, portanto, de perspectivas passíveis de serem situadas no tempo e no espaço. Os próprios cristãos, por exemplo, podem muito bem divergir enormemente entre si com relação ao que deveria ser considerado divino ou ordinário, caso contrário não haveria tantas denominações diferentes no interior do cristianismo, como a protestante e a católica. De qualquer modo, apesar de diferenças em maior ou menor grau que possam ser identificadas entre as perspectivas religiosas, a razão de ser do sagrado muito provavelmente é comum a todos os crentes: responder nossas questões existenciais mais básicas e sanar o sofrimento que eles são capazes de gerar.

A busca pelo sentido da existência e pela explicação da origem do universo levou os seres humanos a criarem sistemas de referências imutáveis e atemporais, compostos por entes como os deuses, os anjos, os espíritos, os demônios, o céu e o inferno. Entretanto, nada disso pode ser conhecido por intermédio dos sentidos, a não ser que tais entidades se revelem aos seres humanos por meio de milagres ou experiências sobrenaturais. É por isso que a busca do sagrado tende a ser acompanhada pela necessidade de se torna-lo tangível, passivo de ser visto, tocado, ouvido, cheirado ou deglutido.

A sacralização de objetos, lugares e ações ordinários faz parte da natureza de grande parte das religiões. Objetos como amuletos e crucifixos, por exemplo, são formas materiais, mas supostamente dotados de atributos espirituais, como a capacidade de proporcionar milagres dos mais variados tipos. O mesmo vale para determinados lugares, como templos e regiões naturais sagradas. Serve, também, para inúmeros ritos, como as santas-ceias e as cerimônias xamãs.

Nos dias de hoje, é curioso imaginar que objetos fabricados por robôs em escala industrial possam ser, de algum modo, dotados de propriedades sagradas. Mas o são, pelo menos a partir do exato momento em que são tocadas pelas mãos do religioso, que, desse modo, reforça sua fé no sobrenatural e silencia sua angústia existencial.


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Desde os tempos mais remotos, nossa espécie tem se mostrado ávida por conhecer a origem do universo e o sentido da própria existência. E se, por um lado, a ignorância de respostas para tais problemas é capaz de gerar angústias terríveis, por outro, o domínio do sagrado tem se mostrado eficaz na cura de tal sofrimento há milhares de anos
Racionais e, portanto, indagadores, os seres humanos são dotados de uma profunda necessidade, singular em toda a natureza conhecida, de acreditar em algo ou em alguma coisa que dê sentido à vida. Desde os tempos mais remotos, nossa espécie tem se mostrado ávida por conhecer a origem do universo e o sentido da própria existência. E se, por um lado, a ignorância de respostas para tais problemas é capaz de gerar angústias terríveis, por outro, o domínio do sagrado tem se mostrado eficaz na cura de tal sofrimento há milhares de anos.



É claro que, como se sabe, o termo “sagrado” não é absoluto. Ao contrário, a dimensão da sacralidade não se apresenta na mesma forma sob todos os olhares, em todas as épocas e lugares. Aquilo que é considerado sagrado por um cristão pode muito bem não o ser para um hinduísta. Por sua vez, o que este considera sagrado também pode não o ser para um umbandista. E assim por diante. O domínio do sagrado depende, portanto, de perspectivas passíveis de serem situadas no tempo e no espaço. Os próprios cristãos, por exemplo, podem muito bem divergir enormemente entre si com relação ao que deveria ser considerado divino ou ordinário, caso contrário não haveria tantas denominações diferentes no interior do cristianismo, como a protestante e a católica. De qualquer modo, apesar de diferenças em maior ou menor grau que possam ser identificadas entre as perspectivas religiosas, a razão de ser do sagrado muito provavelmente é comum a todos os crentes: responder nossas questões existenciais mais básicas e sanar o sofrimento que eles são capazes de gerar.



A busca pelo sentido da existência e pela explicação da origem do universo levou os seres humanos a criarem sistemas de referências imutáveis e atemporais, compostos por entes como os deuses, os anjos, os espíritos, os demônios, o céu e o inferno. Entretanto, nada disso pode ser conhecido por intermédio dos sentidos, a não ser que tais entidades se revelem aos seres humanos por meio de milagres ou experiências sobrenaturais. É por isso que a busca do sagrado tende a ser acompanhada pela necessidade de se torna-lo tangível, passivo de ser visto, tocado, ouvido, cheirado ou deglutido.



A sacralização de objetos, lugares e ações ordinários faz parte da natureza de grande parte das religiões. Objetos como amuletos e crucifixos, por exemplo, são formas materiais, mas supostamente dotados de atributos espirituais, como a capacidade de proporcionar milagres dos mais variados tipos. O mesmo vale para determinados lugares, como templos e regiões naturais sagradas. Serve, também, para inúmeros ritos, como as santas-ceias e as cerimônias xamãs.



Nos dias de hoje, é curioso imaginar que objetos fabricados por robôs em escala industrial possam ser, de algum modo, dotados de propriedades sagradas. Mas o são, pelo menos a partir do exato momento em que são tocadas pelas mãos do religioso, que, desse modo, reforça sua fé no sobrenatural e silencia sua angústia existencial.

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UM DIA, UM ADEUS - GUILHERME ARANTES

domingo, 24 de junho de 2012, às 10h 35min
Um dia, um adeus
Só você prá dar
A minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver a luz
Estrela no deserto a me guiar
Farol no mar, da incerteza...

Um dia um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura...
Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Prá você me perdoar...

Ah! que bom,
Seria se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar o carinho
Que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais...

Ninguém mais
Como ninguém jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou...
Ninguém mais
Como ninguém jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu, como eu...

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